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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Medicamento pode ajudar a manter peso após o emagrecimento

Remédio foi testado em ratos. A substância JD5037 deixa o corpo mais sensível ao hormônio leptina, um supressor do apetite encontrado naturalmente no organismo.




Uma nova droga, ainda em fase de testes em ratos, desenvolvida nos Estados Unidos deve ajudar o paciente não só a perder peso, mas a manter a forma por um longo período de tempo – um dos grandes desafios enfrentados por quem luta contra a balança. O remédio, descrito na revista Cell Metabolism, aumenta a sensibilidade do paciente ao hormônio leptina, um supressor do apetite encontrado naturalmente em nosso corpo. 

“Ao sensibilizar o corpo à leptina, o novo remédio não só promove a perda de peso, mas também ajuda a manter o peso após a perda”, diz George Kunos, pesquisador do Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos e coordenador do estudo. “Esses achados podem ajudar no desenvolvimento de uma nova classe de compostos para o tratamento da obesidade e de suas consequências metabólicas”.

Embora a leptina haja como um supressor do apetite, suplementos que continham o hormônio não foram efetivos em reduzir o peso em humanos. Segundo os cientistas, isso acontecia porque, com o passar do tempo, os pacientes perdiam a sensibilidade ao hormônio, e a vontade de comer retornava. A leptina ainda estava lá, em grandes quantidades, mas o corpo parava de responder à substância. Embora os pesquisadores não saibam o processo exato pelo qual isso ocorre, eles sabem que os receptores de canabinoides de nosso corpo estão envolvidos no processo (os canabinoides são as estruturas responsáveis pelos efeitos  – e pela fome – que os consumidores de maconha sentem depois de usar a droga).
Em 2006, um grupo de pesquisadores pensou que bloquear esses receptores, e não aumentar a quantidade de leptina, pudesse ser um modo mais efetivo de perder peso no longo prazo. Eles desenvolveram uma nova droga contra a obesidade chamada Rimonabant. O medicamento foi comercializado na Europa por alguns anos, mas foi retirado do mercado por causa de sérios efeitos colaterais psiquiátricos, como ansiedade e depressão.
Pensando em diminuir esses efeitos colaterais, os pesquisadores do Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo desenvolveram uma nova droga que atinge os receptores de canabinoides, mas que não consegue entrar no cérebro com a mesma facilidade que o Rimonabant. Eles testaram o composto, conhecido como JD5037 em ratos obesos. A substância de fato suprimiu o apetite dos animais, causando a perda de peso, e melhorou sua saúde metabólica, deixando os animais mais sensíveis ao hormônio leptina. Os ratos não apresentaram sinais de ansiedade ou outros efeitos comportamentais. 
Fonte: veja.abril.com.br

2 comentários:

Sérgio Santos disse...

Isso MUITO me interessa! Mas implicam tanto com medicamentos para emagrecer, enfim... Vamos ver como a Anvisa vai se posicionar quando lançarem oficialmente.

Thairys Moreno disse...

Verdade Sérgio, isso tb me interessa muito, o jeito é esperar e ver o que acontece.

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